Brasil se arma para enfrentar time forte e determinado
Costa do Marfim não deve só se defender, como fez a Coreia do Norte, prevê Dunga

Antonio Scorza/AFPDunga espera que Kaká e Luís Fabiano se encontram na partida com a Costa do Marfim. Se não acontecer, Nilmar e Robinho jogando de meia são as apostas
Força física e um time que vai comprar a briga pela vitória. É assim que a comissão técnica
brasileira espera a Costa do Marfim para a partida de domingo (19). Dunga já alertou seus jogadores que aquela situação de apenas atacar, como foi a partida diante da Coreia do Norte, não existe mais. Até pelas inúmeras surpresas que têm acontecido na Copa da África, a Costa do Marfim entrará animada, buscando bem mais do que o empate, como seus jogadores e treinador estão falando.
Após a sofrida estreia, o capitão Lúcio já alertava para o confronto com os africanos.
- A Costa do Marfim é uma seleção mais técnica do que a Coreia. Seu time inteiro atua na Europa. Tem Drogba. Vai tentar vencer o Brasil para se buscar a classificação. Será uma partida muito perigosa.
Dunga até espera por isso. Sabe que o potencial maior brasileiro está no contragolpe.
Por isso fez questão de poupar seu time titular por dois dias. Ele deu dois treinamentos mais do que leves. Quer sua equipe marcando muito forte e saindo em velocidade no domingo. A esmagadora maioria do time está desgastada. Dunga disse isso na primeira entrevista que deu na África do Sul.
- A temporada na Europa acabou há um mês. Lógico que eu preciso ter um cuidado especial. Não há como forçar o time. Não posso provocar ninguém. Os meus jogadores estão no limite.
A situação é complicada. O assunto é repetitivo, não há como fugir dele. Kaká e Luís Fabiano demonstraram contra os norte-coreanos não estarem recuperados fisicamente. Os dois tiveram contusões graves. Apressaram a recuperação. E não estão conseguindo render o que podem e o que a seleção brasileira precisa. Ainda mais contra uma equipe tão forte fisicamente como a Costa do Marfim, não será surpresa se eles não suportarem a partida inteira.
Como a tendência é que Dunga repita a equipe que ganhou na estreia, com a presença tanto de Kaká como de Luís Fabiano, as alternativas precisam estar muito bem treinadas. Nilmar é privilegiado. Ele pode entrar na vaga de Kaká e Robinho passar a ser o meia de armação. Ou simplesmente, atuar como atacante, formando dupla com o próprio Robinho, se Luís Fabiano não aguentar o ritmo do jogo.
Depois de dois dias de sossego, nesta sexta (18) o treino deverá ser para valer para os titulares. Dunga precisa acertar problemas sérios. A saída de bola da defesa para o ataque, que foi muito lenta. E articulação do meio de campo. Kaká foi improdutivo. E a falta de agilidade de Luís Fabiano.
A CBF tentou negar no site oficial, mas é a prática que denuncia: acabou a farra dos treinamentos fechados de Dunga. A atitude está longe de ser espontânea. Não foi uma recomendação que chegou até o Brasil. Foi uma advertência. Se o técnico quiser barrar os jornalistas poderá fazer apenas em um treinamento antes de cada partida. Não em três, como ele fez antes da estreia contra a Coreia do Norte. E mais: logo após o jogo contra os norte-coreanos, a assessoria de imprensa marcou uma coletiva. Inúmeros jornalistas do mundo todo foram. Quando chegaram, a entrevista havia sido cancelada. Só que ninguém fez a alteração no site da entidade.
- A temporada na Europa acabou há um mês. Lógico que eu preciso ter um cuidado especial. Não há como forçar o time. Não posso provocar ninguém. Os meus jogadores estão no limite.
A situação é complicada. O assunto é repetitivo, não há como fugir dele. Kaká e Luís Fabiano demonstraram contra os norte-coreanos não estarem recuperados fisicamente. Os dois tiveram contusões graves. Apressaram a recuperação. E não estão conseguindo render o que podem e o que a seleção brasileira precisa. Ainda mais contra uma equipe tão forte fisicamente como a Costa do Marfim, não será surpresa se eles não suportarem a partida inteira.
Como a tendência é que Dunga repita a equipe que ganhou na estreia, com a presença tanto de Kaká como de Luís Fabiano, as alternativas precisam estar muito bem treinadas. Nilmar é privilegiado. Ele pode entrar na vaga de Kaká e Robinho passar a ser o meia de armação. Ou simplesmente, atuar como atacante, formando dupla com o próprio Robinho, se Luís Fabiano não aguentar o ritmo do jogo.
Depois de dois dias de sossego, nesta sexta (18) o treino deverá ser para valer para os titulares. Dunga precisa acertar problemas sérios. A saída de bola da defesa para o ataque, que foi muito lenta. E articulação do meio de campo. Kaká foi improdutivo. E a falta de agilidade de Luís Fabiano.
A CBF tentou negar no site oficial, mas é a prática que denuncia: acabou a farra dos treinamentos fechados de Dunga. A atitude está longe de ser espontânea. Não foi uma recomendação que chegou até o Brasil. Foi uma advertência. Se o técnico quiser barrar os jornalistas poderá fazer apenas em um treinamento antes de cada partida. Não em três, como ele fez antes da estreia contra a Coreia do Norte. E mais: logo após o jogo contra os norte-coreanos, a assessoria de imprensa marcou uma coletiva. Inúmeros jornalistas do mundo todo foram. Quando chegaram, a entrevista havia sido cancelada. Só que ninguém fez a alteração no site da entidade.
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